quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tribos Urbanas

O ser humano é extremamente sociável, tem como base de sua sobrevivência a vida comunitária. Isso é uma verdade irrefutável até o ponto em que ninguém quer ser equiparado com outro. Todos se sentem diferentes da "massa", apesar de estarem nela inseridos. Hoje, a moda são os emos, mas já se passou por rockers, agro-boys, punks, dentre outros. Indo mais além, existem heteros, gays, bissexuais, pansexuais, ditam seus hábitos na mídia.Brancos, negros, asiáticos e demais "raças" (quem deu esse nome?) vivem na mesma esfera. Engenheiros, médicos, advogados, professores, comerciantes, todos tem suas entidades de classes. Sem falar nas torcidas de futebol...
Em muitos situações, todas essas diferentes tribos tem seus atritos, muitas vezes superando qualquer resquício de racionalidade, e criando crises que simplesmente nem precisavam ser fazer parte da história. Vide-se a perseguição aos judeus, a jihad islâmica, a luta de etnias africanas, guerra entre tribos indígenas. Para que essas atrocidades fossem cessadas, criaram-se dispositivos legais e sociais em países mais desenvolvidos, dentro do que se chama "politicamente correto".
Porém, como para cada solução existem novos problemas, ficou o dogma de não se discutir assuntos raciais, religiosos, sexuais, simplesmente não há debate, e quando o há, é apenas superficial e com palavras medidas. Obviamente, não se trata de pregar o ódio, pelo contrário, e sim abrir a conversa para que um possa entender o outro, não ficar a censura que cria um ódio velado, ea História já mostrou que sentimentos que ficam mascarados com o tempo tendem à explodir de forma abrupta. O brasileiro, apesar de sua educação precária e cultuara em fomentação, é muito inteligente ao usar do bom homor, aprende à conviver cordialmente em uma sociedade extremamente multifacetada, apesar das excessões. Excessões essas que começam à por amarras "politicamente corretas" ao convívio social. Uma sociedade de iguais que está sendo mudada por decretos-lei em categorias. Onde isso nos levará? Ou à uma sociedade pasteurizada, como sonham os politicamente corretos, ou à uma bomba-relógio extremamente complicada de desarmar, cheia de fios de diferentes cores, que nossos políticos com certeza farão algum decreto-gambiarra para jogar o problema para outra geração.

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