terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pão "E" Circo ou Democracia?


Aparelhamento do Estado. O uso do aparato do aparato do Estado por um grupo, de forma que os dois se confundem em um só. Isso ocorreu durante a ditadura, o Estado e a administração militar eram uma coisa só. E quando isso se firmou? Quando um grupo político tentou fazer uso da máquina do Estado como meio próprio. A sociedade derrubou essa tentativa e ajudou a instalar... outro grupo que se apoderou do Estado. E tudo ia muito bem até o momento que o pão começou à ficar mais caro. Então, os militares ofereceram o circo: futebol, concurso de miss, até que até isso ficou caro. Então, derrubou-se os militares, mas sem que antes o grupo oligárquico que tinha se aproveitado do Estado pode ter certeza que manteria o Estado para si. E levou-se mais de uma década para que esse grupo perdesse seu aparato, e todas as mudanças necessárias para o país passasse ao seu crivo. Mas ainda assim, não houveram mudanças drásticas: mudaram-se os personagens, que formaram uma nova oligarquia eletiva que se apoderou do Estado, ainda que com a benção e deixando pontos estratégicos para o antigo grupo: ainda é necessário o aval de pessoas dos idos militares para se mudar algo.
Por enquanto, a nova oligarquia provê pão e circo: pão caro, diga-se de passagem, pago à prestação, assim como o circo, que será pago com impostos caros. As pessoas de fato não dão importância que esses grupos acampem permanentemente no governo, desde que lhes seja permitido o acesso ao pão e ao circo. As pessoas não se dão a importância de como o Estado deveria ser livre da contaminação daqueles que se usurpam do maquinário do Estado, muitas vezes impedindo a manifestação democrática e uma passagem tranquila do poder eletivo para diferentes correntes: levam-se 4 anos para desmontar uma bomba-relógio, e depois mais 4 anos... que ao invés de serem usados para um Estado de gestão eficiente, é apenas reaparelhado por uma nova corrente.
Sempre ouvi que o Brasil é o país do futuro. Esse futuro nunca chega, e creio que o motivo maior é que não assumimos nossa responsabilidade em levá-lo até lá, e sim, delegamos á salvadores da pátria que, se fossem gente séria, nunca assumiriam esse papel.

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