O Estado terceirizado.
Em uma notícia recente, a recém reeleita deputada estadual Maria Lúcia Amary, do PSDB de Sorocaba, apontou algumas de suas bandeiras para alavancar recursos para a cidade de Sorocaba. Dentre elas, estava alguns projetos para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba, evidentemente lotado e com capacidade operacional estourada. Dentre as citações, estava a terceirização de alguns serviços... e vou discutir isso aqui. É inegável que o Estado deve focar suas ações, e se limitar aquilo realmente essencial para prestar um bom serviço, já que ao contrário que se prega, esses serviços não são gratuitos, são pagos por impostos. É louvável que a administração pública repasse serviços à sociedade, gerando nessa ação empregos e novas iniciativas. Mas a terceirização não é a panacéia universal, um produto pronto que se compra em supermercado. O governo tucano está disposto à realizar bons serviços, desde que pagos, e seus eleitores estão dispostos à pagar o preço. Estradas com pedágios caros, esse é um exemplo. Terceirização de laboratórios, que apesar de não serem pagos no caixa, afastam o laboratório dos médicos, pois esses trabalho essencial passa à ser uma prestação de serviço impessoal e temporária, não há vínculo entre o hospital e aqueles que fazem os exames. E aí, o pagador de impostos se vale do serviço particular, que muitas vezes é pior que público, se diferenciando apenas por salas de espera com telas de LCD. Vai-se aí afora, mas pagamos impostos, e caros, que não são subtraídos quando o serviço que nós temos que pagar que é obrigação do Estado não nos é entregue: educação, saúde, segurança... pagando o serviço duas vezes. E isso sem dizer dos impostos que reincidem sobre eles mesmos, como o ICMS da conta de energia elétrica. Se os tucanos defendem tanto o Estado mínimo, deveriam defender também a diminuição de encargos na mesma proporção. Pois se não o serviço não é entregue, o dinheiro deveria ser ressarcido.
Marcadores: impostos, terceirizações, tucanos


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