terça-feira, 19 de abril de 2011

Novas tecnologias... e a saúde.





Recentemente, dirigi à noite pelas recém-inauguradas marginais da Raposo. Fiquei indignado (após o terror e adrenalina). Traçado ruim, sem nenhuma segurança, sinalização, um horror, quem liberou aquilo, e quem aprovou o projeto? Hoje, com ferramentas fantásticas à disposição, CAD, compostos asfálticos, equipamentos, técnicos qualificados, engenheiros... fazem obras mal-dimensionadas, com erros grotescos, coisa que não ocorria nos anos 60 e 70, quando os parcos engenheiros tinham que usar régua de cálculo, prancheta, faltava maquinário e trabalhadores especializados.
E, na Medicina? Hoje, os médicos dispõe do que há de mais moderno e sensível para o diagnóstico laboratorial. Pode realizar imagens internas 3D com detalhamento absurdo. Tem equipamentos de suporte de vida extremamente confiáveis e configuráveis para cada quadro. Uma abundância de fármacos cada vez mais seguros e atuantes. São pautados por milhões de pesquisas que ocorrem em todo o mundo acadêmico, dispõe de condições de ensino formidáveis, pessoal de enfermagem formado... porém, o médico em si piorou. Como? Óbvio que há profissionais e profissionais, mas a falta de vocação da maioria daqueles que se forma é patente no mercado. Mesmo com tudo à disposição, lembra-se dos "médico de antigamente" como os médicos de verdade. A massificação não trouxe melhora qualitativa e aumento do acesso dos pacientes à saúde de qualidade.Com todos os recursos à disposição, está na hora de se rever o profissional de saúde.